Raízes libertárias

A Libertarian Gallop Through American History, vídeo via Ludwig von Mises Institute.

Duração aproximada: 50 minutos

Nunca mais!

Existe uma editora que edita livros de filosofia, direito e outros assuntos mais chamada Rideel. Sempre que posso compro algum de seus títulos, já que ela de vez em quando ela publica um titulo já esgotado ou mesmo a primeira tradução vertida para o português. Mas agora deu um grande fiasco. Primeiro: não tem o mínimo de respeito pelos seus consumidores. Se quer se adequar ao mundo do capitalismo, deve tratar o consumidor como ele mereçe ser tratado. Se não, ele vai procurar outro que o faça. Com a Rideel aconteceu isso. Comprei este livro esta semana. O autor se chama Von Liszt, igual ao compositor Von Liszt. Na verdade eles eram primos homônimos. Logo que vi a capa notei o erro: ao invés de pôr a foto do penalista na capa do livro, foi colocada a foto do pianista. Fiquei intrigado, pois até onde sabia Liszt só era pianista e compositor. Mas é claro que eu sabia que o Liszt a que a editora se referia era o Liszt penalista e fui a google e achei a foto do tal penalista. Resultado disso tudo: escrevi um e-mail para a editora, contando toda essa história, e, se fosse possível, para trocarem a foto do livro, pois do contrário a editora poderia perder sua credibilidade. Não estou certo? Esperei a resposta um bom prazo de tempo, e nada de ter minha pergunta respondida. Deste modo deduzo que a Rideel pouco liga para seus consumidores. Assim, eu, que posso comprar de outras editoras os títulos que ela me oferecia, vou procurar uma outra editora que me agrade mais e me respeite como consumidor. Elas precisam de mim, e não o contrário. É o mundo do capitalismo. Editora Rideel nunca mais. Não tenho o hábito de ser deseducado, muitíssimo pelo contrário, e espero os mesmos daqueles que me oferecem seus serviços. Vou procurar imediatamente outra editora.

Explicações do post sobre a democracia e liberdade

Acho que o post “O que é a liberdade? o que é democracia?” gerou alguns enganos, mas pode ser tudo engano meu apenas.



Primeiro: penso ser a democracia o único regime de governo que pode sustentar a liberdade de mercado e as garantias individuais e coletivas de uma forma não agressiva. Digo democracia no sentido que expressei no post, que é a democracia como impossibilidade de mudança enquanto regime de pura democracia, ou seja na forma pura, grega. Qualquer alteração na propria noção de democracia (a grega) não é mais democracia (quanto a este ponto, leia-se Orwell, 1984 – resumo). Quanto a este aspecto de democracia alterada ou subvertida, Gramsci dá um show de técnica intelectual. Deve-se lê-lo como um grande arquiteto do totalitarismo social por meio da inversão do conceito de democracia.


Segundo, penso ser a democracia um regime verdadeiramente instável, mas esta é a sua grandeza, pois os regimes que necessitam de vigilância são os que mais necessitam também de esclarecimetno dos seus subordinados. Democracia anda junto de estudo, cultura, esclarecimento, que é diametralmente oposto à tirania. Daí ser sempre recorrente tática do populismo eleitoral, fruto de uma politica paternalista e burocrática. Aqui também nasce o messianismo. O remédio a tudo isso, digo e repito, é democracia.



Terceiro, sobre o que escrevi a respeito da liberdade, reforça apenas o que acima foi dito a respeito da democracia. Deve-se notar que por isso mesmo não sou monarquista. Sou republicano, mas não positivista, é claro. A republica calcada no positivismo é um paradoxo de termos.



Assim, espero ter respondido algumas questões que porventura possam ter estar um tanto obscuras ou mesmo mal expressadas. Mas deve ser tudo um grande engano de minha parte.

Politicamente perigoso

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No centenário de nascimento de Sartre a França deu um grande fiasco: rendeu-se ao pensamento politicamente correto. Resultado imediato desta assimilação espúria: tiraram, na base do photoshop (só assim, é claro), o cigarro tão caro ao filósofo existencialista francês. Significa dizer, em outros termos, que não se pode manifestar apreço pelo tabaco em público. Daqui a pouco vai ser instituída uma taxa de imposto própria para os fumantes, ou ciosa pior. O homem sempre mostrou uma elevada criatividade neste sentido. Antes de qualquer coisa, a França só prova com isso que a filosofia de Sarte, que tanto apreço tenho, e tanto me influenciou, nada mais pode lá. A comemoração de seu nascimento prova apenas que a liberdade existencialista é um passado distante numa França atual cada vez mais intolerante. Se essa hipocrisia foi feita com um cigarro apenas, o que poderá um dia ser feito com um homem fumante? Daqui a pouco veremos… A única esperança humanistíca é que essa pessoa fumante pelo menos não pode ser objeto de maquinações de um desvairado politicólogo intelectualizado com um photoshop nas mãos. Pelo menos até agora. Sabe-se até que ponto a tecnologia evolui.

O que é a liberdade? o que é democracia?

JF Revel, em seu livro “A tentação totalitária“, diz algo que deve ser pensado muito seriamente: não há democracia assim como não existe liberdade. O que existem são apenas exemplos de liberdade, apenas exemplos de democracia. Significa dizer que não existe uma democracia ou uma liberdade a ser preservada, mas apenas as manifestações destas que devem ser protegidas. Isso é importante pois pode levar ao conceito marxista de que as forças constantes na sociedade são apenas fruto de uma certa produção material um tanto quanto vaga. Explico. O marxistas consideram a democracia como uma forma da classe dominante explorar a classe proletária, sendo esta exploração revestida com ares de legalidade e de legitimidade. Assim, para eles, os marxistas, não há uma democracia, mas apenas a existência prática de um sistema que tende a privilegiar uma classe, qual seja, a bureguesia. Para os marxistas, a democracia não passa uma institiução a serviço da classe eploradora. Com a liberdade ocorre o mesmo. Para Lenin, para quem a liberdade não passava um preconceito burguês, isso pareceia ser óbvio demais. Signfica dizer que esta é fruto da produção material da classe dominante para dar uma certa liberdade a classe explorada para que essa tenha a impressão de ser livre. Pode parecer um absurdo a primeira vista, mas é assim que os marxistas pensam. A democracia e a liberdade são apenas instituições, nada mais. A consequência imediata disso é que por ser mera instituição (ou meras instituições) estas podem ser modificadas, alteradas ao bel prazer de qualquer revolucionário ou que é pior, um burocrata. Como um bolo que pode ser simplesmente retalhado, a democracia e a liberdade podem ser alteradas sem ter sua essencia alterada. Mas não é isso que ocorre, e aqui reside a genealidade de Revel. Se estas são apenas manifestações, a manifestação é sempre gerada de algo. Se a manifestação é sempre a mesma (qualquer pessoa pode dar exemplos concretos de liberdade e de democracia, mas poucos podem dizer oq ue é liberdade ou democracia), significa dizer que a fonte geradora é sempre a mesma ou que esta é imutável. Ora, se isso for verdade, a democracia, bem como a liberdade, são duas instituições que devem ser protegidas por serem as unicas formas de governo, sistemas de governo, que so permanecem em estado “puro” para serem elas mesmas. Poderíamos dizer que é por serem indivisíveis em si mesma, pois qualquer modificação nestas estas deixarão de ser liberdade e democrcia na sua forma original (por exemplo, a monarquia, que pode ser constituional ou não). A manifestação de um fenômeno não mostra uma idéia diferente daquela essência que determina este fenômeno: mostra apenas a mesma coisa. Qualquer alteração da essência altera a sua manifestação. A diferença entre o que Revel pensa e o que os marxistas pensam é muito sutil, mas é uma diferença é brutal e radical. Aqui resida a genialidade de Revel, e pena que o marxistas não conseguem enxergar esta explicação.

Seria Batman um austríaco?

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September, 1939

Exiled Thucydides knew

All that a speech can say

About Democracy,

And what dictators do,

The elderly rubbish they talk

To an apathetic grave;

Analysed all in his book,

The enlightenment driven away,

The habit-forming pain,

Mismanagement and grief:

We must suffer them all again.


W.H. Auden